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La pensée sociale d’Elisée Reclus, géographe anarchiste
UTOPIA n° 5 (PORTUGAL) - ? 1997

ÉLISÉE RECLUS

Dispensando Elisée Reclus grandes apresentaçôes para os mais conhecedores dos pensadores (e praticantes) anarquistas, este livro representa contudo uma boa apresentaçào para todos os que, menos familiarizedos sobre as convicçôes e ideais anarquistas, queiram deles ter conhecimento através da vida e obras daquele que foi sera dùvida um dos grandes representantes da causa libertârio anarquista. John F Clark consegue de forma brilhante e simples dar ?nos a conhecer o que pensava e praticava Elisée Reclus nas mais variadas vertentes como sejam a social, econômica, politica e ideolôgica. E fâ ?lo de facto de tal forma que nào conseguimos ficar indiferentes apôs a leitura deste ensaio profundo sobre um dos grandes pensadores anarquistas que terào, de facto, marcado a histôria nào sô pela sua vivência como, também, pelas obras que nos deixou de que é exemplo "L’Homme et la Terre" em 6 volumes escritos entre 1905 e 1908.

A admiraçào que o autor nutre por Reclus consegue contagiar ?nos pois o que ele mais admira naquele sào principios e valores universais como sejam a solidariedade, a liberdade, a entreajuda. a igualdade, a nào dominaçào de nada nem ninguém para apenas salientar alguns dos aspectos analisados. É espantoso verificar a forma como Reclus (nascido em 1831) defendia J’à na sua época ideais que continuamos a defender e a por eles lutar como alternativos aos hoje, e jâ na época, dominantes como se pode deduzir do excerto da pâgina 77 "(..) Assez tôt dans sa vie. il développa une foi profonde en la liberté et la solidarité humaines, conviction qui définit de plus en plus sa existence et fut plus tard pleinement développée dans sa théorie politique libertaire. Sa vision anarchiste de la liberté sociale est également l’ expression mûre d’ une solide croyance en l’autonomie morale.( ..) ".

Para Reclus, assim como ainda hoje para muitos de nôs, "(..) "l’anarchie", la réalisation d’ une valeur supérieure dans l’ histoire, n’ a jamais simplement été une utopie, vague et lointaine. Au contraire, elle est présente à chaque fois que les êtres humains luttent pour la liberté et pratiquent la solidarité. C’ est donc une pratique susceptible d’ être réslisée immédiatement. (..)". Adianta ainda o autor que para Reclus a anarquia pressupôe uma sociedade futura liberta das formas de poder institucionalizadas. e que atingirâ uma sintese sera precedentes de liberdade, de igualdade e de comunidade. Com ele, o anarquismo começa mesmo a ser entendido como algo que vai muito além da simples oposiçào ao estado, oposiçào à coerçào, ou revolta contra a autoridade. Nas suas formas mais elaboradas, é uma crftica profunda a todas as formas de dominio e poder e é uma prâtica de transformaçào social baseada na cooperaçào sera qualquer dominaçào. Segundo Reclus atingir ?se a anarquia poderia significar a criaçào de uma sociedade livre, mutualista ou cooperativa que se sobreporia à competitiva e exploradora hoje. e também na altura, existente. Esta sociedade livre "(.. :) s’ établit par la liberté fournie par le développement complet à chaque personne humaine, première cellule fondamentale, qui s’ agrège ensuite et s’ associe comme il lui plaît aux autres cellules de la changeante humanité. (..)" dizia ?nos Reclus que acreditava que um dos ’preços do desenvo_Ivimento da civilizaçào era o reforço das barreiras entre os indivfduos e os grupos na sociedade, o que resultava do poder institucionalizado. Neste contexto o progresso social depende da eliminaçào das divisôes hierârquicas, por forma a que uma comunicaçào aberta possa ter lugar. Como sào ainda actuais as preocupaçôes de Élisée Reclus ! Quào infimos foram os progressos observados senào mesmo retrocessos !!! Nào sào ainda estes os nossos ideais e preocupaçôes ?? Nào pensamos também que uma sociedade livre seria preferivel a uma onde a competiçào e a concorrência sào valores padrào quase que endeusados ? Onde a violência e a insegurança substituera a liberdade de acçào e logo, criaçào e imaginaçào ? Nâo pensamos sobre a violência, hoje prâtica comum dos grandes centros urbanos, o mesmo que hâ cem anos atrâs pensava Reclus e tào evidentes nestas suas palavras ? "(..) la violence est le résultat inévitable d’un système d’ oppression inhumain, et le blâme ne ? devrait pas être jeté à ces victimes qui se rebellent violemment et par désespoir contre l’ oppression. Ce sont plutôt ceux qui contrôlent le système injuste et en tirent bénéfice qui devraient être tenus pour coupables à la fois des injustices qu’ ils infligent au peuple et pour les actes de violence qu’ ils amènent certains opprimés à commettre. (..) ". Como sào actuais estas reflexôes parecendo ter sido ditas ou escritas ontem por um dos nossos companheiros. Assim como o permanecem as que nos sào reproduzidas na pâgina 93 sobre a intensificaçào da crise nas cidades que, para Reclus e também hoje, mais nào é do que um sintoma da crise social generalizada.

Este livro por tudo o que se disse e nào disse, constitui "um amigo" indispensâvel a consultar sempre que a angûstia nos tome. ou sempre que queiramos reter uma observaçào, ou uma reflexào sobre nôs e onde estamos inseridos e que "aquele amigo especial"um dia nos confidenciou.

Guadalupe Subtil




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